07 jul 2022
A Transformação Cultural nas empresas de mobilidade
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A Transformação Cultural nas empresas de mobilidade
As tradicionais indústrias do setor automotivo dão sinais de adequações internas rumo a
mudanças significativas no relacionamento entre empresa e colaborador.

Mudar o olhar sobre tudo aquilo que nos acostumamos a fazer nem sempre é uma tarefa fácil.
Mudar a forma de pensar e abrir espaço para novas ideias são ações fundamentais para
perpetuar os negócios, seja qual for o segmento de atuação.

Quando abrimos os jornais e os portais de notícias, os assuntos sobre inovação e uso da
tecnologia estão entre os temas mais recorrentes. Entretanto, sempre questiono o que acontece
do lado de dentro das companhias e, principalmente, como os colaboradores, que são
fundamentais para movimentar a engrenagem da indústria, encaram os desafios diários.

O engajamento dos profissionais e a atenção dada para a transformação cultural dentro das
organizações mais tradicionais são fatores relevantes para o sucesso dos negócios. A cultura
organizacional é sempre um grande desafio e pode modificar a dinâmica do mercado em um
futuro não muito distante.

Recentemente, dados da Pesquisa Global de Cultura Organizacional 2021, realizada pela
consultora PwC, com 3.200 profissionais e lideranças em todo mundo, apontam que 72% dos
entrevistados acreditam que a cultura organizacional ajuda a impulsionar iniciativas de
mudanças bem-sucedidas. Além disso, 54% deles afirmam que se sentem conectados ao
propósito das empresas em que trabalham.

Como CEO da Marcopolo, uma das companhias mais tradicionais em mobilidade, faço
diariamente esse exercício de provocar nossos colaboradores a pensarem “fora da caixa”, e
saírem de suas “zonas de conforto”. A reflexão a seguir nos ajuda a entender como os nossos
profissionais atuam como agentes de transformação da mobilidade.

Contamos com equipes que vão às ruas, conversam com os clientes, viajam de ônibus e
entendem os sabores e as dores de cada um dos públicos com quem lidamos (operadores e
passageiros). Deste modo, nossa indústria consegue se adaptar à realidade, que exige cada dia
mais passos inovadores e mentes criativas, alinhadas às necessidades e expectativas das pessoas
que utilizam os meios de locomoção nas grandes cidades. A utilização da inovação e da
tecnologia só são possíveis quando a cultura está alinhada aos novos tempos e as pessoas estão
totalmente identificadas com o propósito da empresa.

No momento atual está muito claro que o processo de crescimento de uma empresa depende
de uma profunda transformação cultural. Os tempos são outros. Na Marcopolo, essa
transformação está baseada em três pilares fundamentais: Transparência, Confiança e
Engajamento.

A Transparência é a base para a Confiança. Claro, como podemos esperar um ambiente de
confiança se não há transparência? E para construir essa ponte precisamos incentivar as pessoas
a dizerem o que precisa ser dito, a trazerem os problemas para cima da mesa e, principalmente,
a adquirirem o hábito de conversar, de dar feedback.

Já a construção do pilar da Confiança requer mais habilidade, sensibilidade e empenho, uma vez
que depende de muitos fatores, inclusive de cunho psicológico, oriundos de crenças pessoais e
da própria formação e experiência de vida das pessoas. Porém a prática da Transparência, com
o hábito de estimular conversas entre colegas, líderes e liderados e discutir os problemas
abertamente, sempre com sinceridade e muito respeito, gera a Confiança.

Já o Engajamento ocorre quando o ambiente de trabalho da empresa é saudável, quando as
pessoas têm um sentimento de pertencimento, quando se sentem confortáveis com o
desconforto, isto é, quando elas podem ousar e sair de suas zonas de conforto sem medo,
sabendo que terão total apoio de seus pares, líderes e liderados e que errar é permitido e faz
parte do aprendizado. E o crescimento da organização está intimamente ligado ao engajamento
das pessoas, e é a “cereja do bolo” do processo de Transformação Cultural.

Para finalizar, a experiência como gestor me mostrou que o estímulo contínuo, a provocação
para gerar a mudança de “mindset” e principalmente dar voz e autonomia para que as pessoas
apresentem e executem suas ideias são práticas que geram satisfação e fazem as pessoas se
sentirem importantes, úteis e relevantes para a empresa. E com isso, naturalmente, o resultado
aparece.

Sabemos que há um longo caminho pela frente, mas com determinação e o apoio de todos os
colaboradores, não tenho dúvidas que construiremos um futuro brilhante!
James Bellini, CEO da Marcopolo

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